Empreendedorismo

Estratégia e tomada de decisão: o que podemos aprender com os jogos de cartas

Homem pensativo em uma mesa de pôquer com gráficos e fórmulas matemáticas de probabilidade sobre as cartas

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Os jogos de cartas fazem parte do entretenimento global há séculos. Os primeiros registros remontam ao século IX na China. As versões iniciais pouco tinham a ver com as cartas que conhecemos hoje, assim como os jogos. Somente no século XVI, na França, surgiu o baralho com 52 cartas e seus naipes. Depois disso, os diferentes tipos de jogos foram surgindo em diferentes lugares do mundo e o que se vê hoje são momentos cheios de emoção e adrenalina, seja fisicamente ou no formato online. A principal característica dos jogos de cartas, são as chances de desenvolver estratégicas únicas. Cada tomada de decisão, pode virar o jogo. 

No Brasil, os jogos de cartas criaram um novo universo. A popularização do pôquer, por exemplo, elevou jogadores brasileiros para um nível superior. Diversos nomes nacionais figuram nas principais competições globais do jogo. Como apoio a esse grande movimento, os jogadores amadores precisaram adquirir conhecimento, entender as regras e mergulhar a fundo nesse mercado. Com isso, sites como o cardmates.com.br, que se consolidou como um dos portais mais importantes de apoio à essa comunidade recreativa, ganharam força. O principal objetivo é auxiliar esses jogadores a entender as estratégias e as tomadas de decisão mais inteligentes para cada ocasião. 

Quando o jogo passou a ser “pensado”

Num primeiro momento os jogos de cartas não eram vistos com bons olhos. Em alguns países, inclusive, ao longo dos anos, os jogos tiveram proibições e duras penalidades aos jogadores. Mas, todo o potencial do baralho foi reconhecido. Jogos de cartas exigem conhecimento, disciplina, autocontrole e interpretação. Em 2024, o pôquer foi reconhecido mundialmente como um esporte da mente, o que elevou o jogo para um outro patamar. O jogador não trabalha apenas com as cartas que ele tem nas mãos, se não com memória, conhecimento, alternativas e observação. Tudo isso faz parte da estratégia, que resulta na tomada de decisão. 

E esse detalhe não é exclusivo dos jogos de pôquer. O truco, canastra, buraco e outras variações de jogos, também exigem estudo e conhecimento. Vale destacar que o baralho é uma ótima alternativa de estímulo para o raciocínio lógico e para a concentração. 

O blefe é apenas a ponta do iceberg

A característica mais “cinematográfica” do pôquer, sem dúvida, é o blefe. As cenas clássicas e cheias de tensão, onde a expressão se mantém segura e positiva, mas o coração está explodindo, são marcas registradas em filmes que retratam o universo dos jogos e cassinos. Porém, se colocar isso em prática, e abreviar que um bom jogador de pôquer é vencedor apenas por conseguir  “blefar” com sabedoria é um grande erro. A maior parte do jogo gira em torno daquilo que o jogador não sabe. 

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Um estudo interessante publicado no Journal of Behavioral Decision Making retrata como são estimadas as probabilidades no pôquer. A pesquisa escolheu 69 jogadores considerados bastante experientes e analisou a ação de cada um deles. Com isso, foram identificadas relações entre as probabilidades apontadas pelos participantes e as probabilidades reais que o jogo oferece. Os erros mais comuns e previsíveis também foram os mesmos, entre eles: subestimar a mão do adversário. A conclusão é simples: mesmo que a probabilidade esteja na mesa e seja a mesma para todos que estão na mesa, a tomada de decisão e a natureza humana também são fatores que influenciam no resultado. 

A mão brasileira que marcou história

O Brasil chegou ao pódio do pôquer internacional pela primeira vez em 2008, quando a mão de Alexandre Gomes levou o primeiro bracelete da WSOP da história do país no Evento #48, de US$2.000 No-Limit Hold’em. Na ocasião o brasileiro venceu outros 2.309 participantes e escreveu seu nome no livro da maior série de pôquer do mundo. Nesse momento, o jogo estava em grande expansão, o próximo bracelete brasileiro foi conquistado apenas em 2011, por André Akkari. 

Hoje, o país soma mais de 50 braceletes da série sendo que o grande campeão desse ranking é Yuri Martins com seis braceletes. 

Quando a internet colocou as cartas na mesa

A era digital chegou para completar a transformação. Para se ter uma ideia, o primeiro jogo de cartas online no Brasil surgiu em 2002. A MegaJogos foi a responsável pela novidade no país, e no início oferecia apenas o jogo de Buraco no site. Com uma estrutura ainda muito precária, conexão lenta e gráficos pouco interessantes, a novidade caiu no gosto popular, e pouco tempo depois o portal adicionou duas novas alternativas de jogo: tranca e truco. Esse era apenas o início de uma transformação sem precedentes. 

A internet não apenas democratizou os jogos de cartas, mas colaborou para uma mudança de comportamento que ainda segue crescendo. A acessibilidade, a chance de poder jogar em qualquer lugar, a qualquer hora, tornou tudo mais fácil e interessante. As plataformas de transmissão ao vivo também impulsionam esse movimento, já que as partidas podem ser transmitidas e as mãos podem ser analisadas de forma criteriosa, a fim de aperfeiçoar o desempenho. 

O verdadeiro prêmio é aprender a decidir certo

A trajetória do pôquer brasileiro no cenário global mostra como o jogo pode se transformar por meio de novas tecnologias e também do aperfeiçoamento da estratégia. Procurar por conhecimento para cravar vitórias é o melhor caminho a se seguir quando o objetivo é crescer dentro desse cenário. A habilidade vale mais do que qualquer carta, e a responsabilidade é o que diferencia um mero jogador de um grande campeão.

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Fernando Vale

Fernando Vale é um profissional graduado em Administração e com MBA em Logística Empresarial. Atualmente, é sócio e diretor da Unova Cursos, uma empresa especializada em Educação a Distância (EAD) e Cursos Online. Com mais de uma década de experiência no mercado educacional, Fernando tem se empenhado em levar conhecimento de excelência para milhares de indivíduos em todo o território brasileiro.

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